Camaragibe vai ganhar ambulatório para população LGBT

O Município de Camaragibe vai abrir o primeiro ambulatório de atendimento humanizado para a população LGBT. Na tarde da última sexta-feira (2), o público presente no Parque Maria Amazonas pôde conferir a preocupação que a gestão da cidade tem para com a inclusão social de lésbicas, gays, bissexuais, intersexuais, travestis e transexuais. O evento, que representou a 5ª Semana Nordestina da Visibilidade Trans, foi apresentado pelo artista e militante Guilherme. Marcaram presença o coletivo Amotrans-PE (Articulação e Movimento para Travestis e Transexuais de Pernambuco), as drag queens Vagiene Coqueluche e Elvira Terremoto e a coordenadora do Fórum LGBT de Pernambuco, Rivânia Rodrigues.

De acordo com a secretária de comunicação de Camaragibe, Amanda Batista, o objetivo da cidade é agregar à luta LGBT e se tornar referência no estado de Pernambuco. “Como gestores públicos, temos a responsabilidade de criar e incentivar políticas de inclusão e de cuidado para essas pessoas. Mais do que palavras, atitudes como essa reforçam qual é a preocupação do nosso gestor, que abriu um espaço para que se tenha um atendimento humanizado”, destaca a secretária.

O estudante e homem trans Luan Nery, 18 anos, acredita que este ambulatório é de suma importância para o público trans. “Já passei muito tempo sem visitar um centro médico devido ao constrangimento provocado pela a ignorância das pessoas. É muito importante para nós, trans, ter na cidade um espaço específico que cuide da nossa saúde, assim evita o desconforto”, aponta Luan.

Já para a enfermeira e mulher trans Fernanda Falcão, 25 anos, ainda há um “trabalho de formiguinha” que vem agregando bastante para a quebra de vários estereótipos e preconceitos. “Pernambuco é o estado onde se tem a primeira coordenação de saúde da população LGBT. A Secretária da Saúde já se vê bem sensível em relação a isso, que já é permitida a inclusão do nome social na carteira do SUS. Tudo isso dá força a nossa luta”, comenta Fernanda.

Mãe de homem trans, a operadora de caixa Luciana Santos, 42 anos, fica feliz em saber que seu filho vai ter acesso a um ambulatório também especializado para transexuais. “Agora eu sei que meu filho será bem assistido. Trata-se de uma política que outras cidades deveriam adotar, pois estamos nos referindo a pessoas que tomam muito hormônio e sofrem todo tipo de preconceito. Precisam ser acompanhados por profissionais que vão dar toda a assistência necessária”, ressalta Luciana.

A inauguração do ambulatório para o público LGBT está prevista para este 1° Semestre. A população comemora a iniciativa.


Publicado em 6 de fevereiro de 2018
Por Secretaria de Comunicação